Economia

Indicadores e notícias sobre a economia no Brasil e no mundo. Dados para posicionamento de empresários e dicas para gerir suas finanças pessoais.

  1. Retaliação, que entraria em vigor neste domingo, tinha como alvo grãos e carros produzidos nos Estados Unidos. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro na China Reuters/Damir Sagolj/File Photo A China suspendeu tarifas adicionais sobre alguns bens americanos que deveriam ser implementadas em 15 de dezembro, disse a comissão de tarifas alfandegárias do Conselho Estatal neste domingo (15), depois de as duas maiores economias do mundo celebrarem a "fase um" de um acordo comercial na sexta-feira. O acordo, cujos vazamentos e rumores em torno dos entendimentos agitaram os mercados mundiais durante meses, reduz algumas das tarifas americanas em troca do que autoridades americanas dizem que seria um grande salto em compras chinesas de produtos agrícolas americanos e outros bens. Tarifas retaliatórias da China, que entrariam em vigor neste domingo, tinham como alvo uma lista de produtos que inclui de milho e trigo a veículos e peças de carros produzidos nos EUA. Outras tarifas chinesas que já passaram a incidir sobre produtos americanos serão mantidas, disse a comissão em comunicado divulgado nos sites de departamentos do governo, incluindo o Ministério das Finanças da China. “A China espera, com base na igualdade e no respeito mútuo, trabalhar com os Estados Unidos para resolver adequadamente as preocupações de cada um e promover o desenvolvimento estável das relações econômicas e comerciais dos EUA e da China”, acrescentou. China e EUA anunciam conclusão da primeira fase de acordo comercial Pequim concordou em importar pelo menos 200 bilhões de dólares em produtos e serviços adicionais dos EUA ao longo dos próximos dois anos, além do volume que comprou em 2017, disse o principal negociador americano, na sexta-feira. Um comunicado emitido pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos, também na sexta-feira, disse que o país manteria tarifas de 25% sobre produtos chineses no valor de 250 bilhões de dólares.
  2. Santiago Cafiero disse a jornal argentino que o governo pretende impor, nesta segunda (16), uma taxação de 20% sobre bens e serviços comprados em dólares americanos. A Argentina tem até março para renegociar cerca de US$ 100 bilhões em dívida com detentores de bônus e outros credores, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o chefe de gabinete do presidente Alberto Fernández em entrevista ao jornal La Nación. "O time econômico está negociando", afirmou Santiago Cafiero na entrevista publicada neste domingo (15). "Temos que tentar resolver as questões da dívida para que, fundamentalmente, se encaixem dentro de um programa macroeconômico sustentável", disse Cafiero, acrescentando que está previsto que o novo ministro da Economia, Martín Guzmán, viaje aos Estados Unidos para reuniões com credores antes do final do ano. Cafiero disse ao jornal argentino que o governo pretende impor, na segunda-feira, uma taxação de 20% sobre bens e serviços comprados em dólares americanos. A iniciativa visaria estabilizar o peso, que perdeu mais de 80% do seu valor ao longo dos últimos quatro anos, ajudando a levar a inflação para mais de 50% ao ano. Para arrecadar recursos para o pagamento da dívida e para as despesas correntes, incluindo programas para aliviar a taxa de pobreza crescente, a Argentina anunciou no sábado um aumento da taxação das exportações de grãos. "Entendemos as dificuldades que o campo teve por questões climáticas, entendemos que há muitos insumos que são em dólares, mas também temos que ser conscientes de que o governo de Macri teve uma desvalorização de mais de 500% e isso gera uma rentabilidade extraordinária", disse Cafiero sobre a decisão de elevar as tarifas sobre exportações.
  3. São profissionais qualificados, que fazem o caminho inverso e conseguem bons empregos ou garantem a sucessão familiar na propriedade. Emprego Jovem. Vamos mostrar oportunidades de emprego no campo. O grande desafio das famílias do campo é manter os jovens no meio rural. Em busca de estudo e empregos melhores, a maior parte da população mais nova acaba migrando para as grandes cidades do país. Veja os vídeos do Globo Rural O último Censo Agropecuário mostra que, quem vive no campo, está envelhecendo. Cerca de 60% dos moradores da zona rural tem entre 30 e 59 anos e apenas 5% tem menos de 30 anos. O levantamento indica tendência do jovem de deixar o trabalho na roça pelo emprego na cidade. Mas existe também quem faça o caminho inverso. São profissionais qualificados, que gostam de tecnologia e que estão conseguindo bons empregos em regiões onde o agronegócio é forte. Em Goiás, no município de Rio Verde, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do estado auxilia produtores rurais no treinamento de seus funcionários, desde a lida com o maquinário até a segurança do trabalho. "Aquela história ‘não quer estudar, você vai para a roça trabalhar’ mudou", diz o instrutor do Senar Maxwell Gomes. "Hoje, se você quer vir para roça trabalhar, quer vir para o agro, quer vir para a fazenda trabalhar, vai estudar e se capacitar muito porque a tecnologia chegou e chegou com força", completa Gomes. Um exemplo é a evolução das máquinas agrícolas, que ajudou a melhorar muito o trabalho no campo. Os tratores mais modernos são comandados automaticamente, tem sistema de GPS, amortecimento no banco, ar condicionado e consegue arar 10 hectares em apenas 2 horas. "Tem que ter um estudo. Não é qualquer pessoa que sobe numa máquina dessa e já sai operando", afirma o operador Silas Marcos da Silva, de 38 anos. Silva conta que já fez 12 cursos na fazenda, onde mora com a esposa Franciele, de 34 anos, que também é funcionária da propriedade, e os dois filhos: Guilherme, de 10, e Davi, de 3 anos. O jovem casal que decidiu viver no campo é registrado, tem todos os direitos trabalhistas e plano de saúde. Juntos, conseguem um salário de cerca de R$ 5 mil por mês e ainda contam com casa, energia e água de graça. A fazenda onde a família trabalha tem 200 funcionários, 40% tem entre 26 e 35 anos, 16% são mulheres. Quem coordena tudo isso é a gerente geral e agrônoma Milena Oliveira, de 32 anos. "Essa história, por exemplo, de que campo é peão, é gente que vai para o meio do mato, não tem nada a ver. A gente é moderno, a gente mexe com tecnologia até, às vezes, mais avançada do que dentro da cidade", diz Milena. Ela não revela salário, mas admite que ganha acima de R$ 10 mil por mês, mas o grande orgulho mesmo é representar a nova geração do campo, que está adaptada a novas tecnologias e conhecimentos e, acima de tudo, conserva a essência de viver na roça. Sucessão e preparação Outros estados que são referência no agronegócio também investem no futuro da atividade. Em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, o auditório do parque de exposições da cidade reúne mais de 300 jovens: são herdeiros de agricultores e pecuaristas, veterinários, agrônomos e estudantes. No palco, jovens lideranças do setor. Na pauta, sucessão familiar e o futuro do agronegócio. "Meu propósito é honrar minha família que trabalhou no setor agropecuário e diversas outras que estão aqui, porque o trabalho deles fez com nosso setor agropecuário hoje fosse referência mundial não só de produção como de preservação", afirma a agrônoma Stéphanie Ferreira, de 26 anos. Mesmo sendo filha de pecuarista, Stéphanie buscou independência financeira desde o primeiro ano da faculdade. Hoje, após 5 anos de formada, ganha R$ 6 mil por mês dando consultoria em fazendas da região. A jovem diz que existem muitas possibilidade de emprego para os mais novos no campo. "A gente vê que existe uma demanda muito grande. Não só nessa questão de sucessão dentro da propriedade, mas, também, nas outras áreas: dentro de empresas que trabalham com agro, instituições que trabalham com agro... Então, absorve (contrata) muito", explica. A 320 km de Três Lagoas, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, o Globo Rural conheceu outra jovem do agronegócio: Roberta Maia, de 27 anos, formada em administração. Ela está no processo de sucessão da fábrica e distribuidora de sal mineral do pai, Roberto Maia, de 68 anos. "Eu achava que, para eu atuar, eu tinha que fazer medicina veterinária, zootecnia, agronomia... e, na faculdade, eu vi um outro cenário. É uma coisa que envolve muita paixão, muito amor, a história da minha família", diz. Na empresa, são 27 funcionários que produzem 40 produtos diferentes com base no sal mineral para pecuária. Eles vendem 38 mil sacos por mês para cerca de 800 clientes, a maioria do pantanal sul-mato-grossense. Estágio com quem sabe Além disso, Roberta também coordena esse grupo de jovens da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul). Uma vez por semana, eles se reúnem para traçar estratégias de como motivar, estruturar e levar conhecimento para a nova geração do setor no estado. Faz parte desse grupo o agrônomo Fábio Camargo, de 31 anos. Ele é um caça talentos do campo. Quando descobre um jovem estudante com algum diferencial, leva o nome para Fernando Martins, dono de uma empresa de agricultura de precisão, que seleciona, indica e mantém estagiários em fazendas por todo o Brasil. Os estagiários ficam de 3 a 5 meses nas propriedades, recebem ajuda de custo de R$ 500, transporte, moradia e alimentação, há mais de 300 candidatos na fila, hoje há 60 vagas. O jovem Wellington Machado, de 18 anos, foi aprovado no programa de estágio. Ele faz curso técnico em agronegócio em Santa Catarina, deixou a cidade natal para passar 6 meses em uma fazenda de agricultura e pecuária em Mato Grosso do Sul. Ele mora no alojamento da fazenda com outros estagiários, tem internet e televisão, e, aos finais de semana, roda de viola e tereré, uma bebida típica do Sul que lembra o chimarrão – a diferença é que a erva-mate é misturada com água gelada em vez de água quente. Na fazenda de 3.000 hectares, o catarinense teve contato com pecuária de elite, melhoramento genético, noções do cultivo de soja, milho e aprendeu a pilotar maquinário moderno como um pulverizador, que custa quase R$ 1 milhão. "Cada coisa, cada dia, cada segundo que eu estou aqui eu estou aprendendo alguma coisa", comemora. A fazenda que aceitou o programa de estágio é do pecuarista Arthêmio Olegário, de 81 anos. "O que eu aprendi com meu pai eu tento passar para eles. O agricultor ganha porque ele tem um braço a mais para ajudar e as eles ganham porque daqui capacitado pra muita coisa", explica. O setor agropecuário vem investindo bastante no futuro da mão de obra no campo. Um exemplo é o Centro de Excelência em Bovinocultura, uma parceria da Confederação de Agricultura e Pecuária (CNA) e o Senar. A instituição de ensino ficou pronta em agosto do ano passado, para atender a demanda crescente de profissionais qualificados nas propriedades rurais. O curso técnico dura dois anos e é de graça. Os primeiros alunos vão se formar em junho de 2020, são 170 jovens e a demanda de mercado é tão grande que a expectativa é que todos saiam daqui com o emprego garantido. Os alunos têm aulas de zootecnia, nutrição animal, comunicação e relações interpessoais. O salário médio de um técnico agropecuário formado é de R$ 3 mil. "Nós temos uma demanda cada vez maior de alimento, então, é um ambiente bastante fértil e produtivo para novas contratações e para novas oportunidades", diz o superintendente do Senar em Mato Grosso do Sul, Lucas Galvan. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
  4. Publicações da Embrapa auxiliam o produtor a cultivo de palma e forrageiras indicadas para a alimentação animal. Como evitar que as ovelhas morram de fome na seca do Sertão? No Globo Rural deste domingo, o jovem André Lima, de 12, perguntou o que poderia fazer para que as ovelhas dele não morram de fome na seca. Para ajudar Lima e outros criadores pelo Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem duas publicações sobre o tema. Uma é o folheto "Forrageiras indicadas para a alimentação animal no semiárido brasileiro”, que você pode baixar clicando aqui. Outra é cartilha: "Cultivo da palma no semiárido", para baixar, clique aqui.
  5. Faltaram sementes no mercado durante a época do plantio, o que prejudicou no resultado da colheita. Plantas são usadas na fabricação de fibras naturais. Agricultores do Amazonas estão preocupados com redução da safra de malva e juta Dois produtos típicos do Amazonas, a malva e a juta, usadas para fabricação de fibras naturais, tiveram safra reduzida em 2019. Na última colheita das plantas, foram quase 8 mil toneladas, que caíram para menos de 2 mil toneladas este ano. Veja os vídeos do Globo Rural De acordo com os produtores, faltou semente no mercado, principalmente de malva. As sementes de juta que chegaram vieram fora da época do plantio, que acontece em julho. A compra das sementes é complicada: elas não são produzidas no Amazonas e precisam vir do Pará. Além disso, cada agricultor é responsável por comprar a quantidade que vai precisar. Os produtores cobram uma iniciativa que facilite a compra das sementes para não atrasar o plantio da próxima safra. O governo do Amazonas informou que está em contato com universidades e com o setor privado para estimular a produção de semente no estado. Veja os detalhes da reportagem no vídeo. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1