Economia

Indicadores e notícias sobre a economia no Brasil e no mundo. Dados para posicionamento de empresários e dicas para gerir suas finanças pessoais.

  1. Valor é R$ 12,8 bilhões maior (+1,8%) do que a estimativa de maio para o mesmo ano. Em relação a 2019, alta é de 8,8%, puxada pelas lavouras de soja e milho. Cooperada soja - Cotrijal Divulgação Cotrijal/Divulgação O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP, faturamento) deve alcançar R$ 716,6 bilhões em 2020, um valor recorde, segundo o Ministério da Agricultura. A estimativa com base nos dados de junho é R$ 12,8 bilhões maior (+1,8%) do que a previsão de maio e 8,8 % acima do faturamento de 2019 (R$ 658,8 bilhões). O valor das lavouras cresceu 11,6 %, enquanto o da pecuária aumentou 3,4%. A expansão do valor das lavouras foi puxada pela soja, milho, arroz, café e laranja “O milho e a soja obtiveram valores recordes ao longo da série histórica desde 1989: R$ 76,1 bilhões e R$ 173,5 bilhões, respectivamente”, aponta o coordenador da pesquisa, José Garcia Gasques. Pecuária Na pecuária, o crescimento do valor bruto da produção vem sendo estimulado pela carne bovina (11,8%), carne suína (5,6%) e ovos (15,5%). Segundo o ministério, o setor tem sido beneficiado pelas boas condições do mercado internacional. De janeiro a junho deste ano, as exportações de carnes, bovina, suína e frango geraram uma receita de US$ 8 bilhões (Agrostat, 2020). O valor das exportações de carne bovina foi de US$ 3,927 bilhões, carne suína, US$ 1,07 bilhão, e carne de frango, US$ 3,09 bilhões. Outros produtos Outros produtos tem apresentado bom desempenho, como amendoim, cacau, cana-de-açúcar, feijão e trigo. Desempenho pouco favorável é observado nas culturas de algodão herbáceo, banana, batata inglesa, mamona, tomate e uva. “Além dos resultados favoráveis da safra de grãos deste ano, que segundo a Conab está prevista em 251,4 milhões de toneladas, os preços agrícolas também são um fator importante na garantia dos resultados que vêm sendo observados”, explica Gasques. Os resultados do VBP regional indicam Mato Grosso liderando o ranking com 17,5% do valor, seguido do Paraná (12,8%), São Paulo (12,7%), Minas Gerais (10,7%) e Goiás (8%).

  2. Desempenho da bolsa eletrônica segue forte apesar do avanço da pandemia nos Estados Unidos. Wall Street Lucas Jackson/Reuters O avanço da pandemia nos Estados Unidos limita a demanda por ações em Nova York, mas não impede que os investidores sigam apostando nas grandes companhias de tecnologia e do varejo do país. Com isso, o Nasdaq anotou mais uma máxima histórica de fechamento, ampliando a diferença de desempenho recente para o S&P 500 e o Dow Jones, que voltaram a fechar em queda. O Dow Jones fechou o dia em queda de 1,39%, aos 25.706,09 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,56%, aos 3.152,05 pontos. O índice eletrônico Nasdaq avançou 0,53%, a 10.547,75 pontos, registrando mais um recorde de fechamento. Bovespa volta a bater 100 mil pontos, mas perde fôlego e fecha em queda Dólar fecha em queda com investidores monitorando a pandemia No acumulado dos últimos 30 dias, o Nasdaq registra ganhos de 5,97%, enquanto o Dow Jones recua 5,74%. Em 2020, a diferença é expressiva: o índice de tecnologia avança 17,56% e o de blue chips recua 9,92%. Os Estados Unidos registraram ontem um recorde de 62 mil novos casos confirmados de Covid-19, em meio aos contínuos relatos de que hospitais de Estados do Sul e Oeste seguem enfrentando uma demanda crescente por leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs). O país possui mais de 3 milhões de casos do novo coronavírus, que já vitimou mais de 130 mil pessoas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. De acordo com um rastreador do New York Times, um total de 38 Estados e regiões registraram um aumento dos casos nos últimos 14 dias. "Acho que o ressurgimento nos casos positivos de covid-19 certamente preocupa os mercados", disse Feifei Li, chefe de ações da Research Affiliates à Dow Jones Newswires. "Os investidores estão preocupados com uma possível segunda rodada de lockdowns." Estados Unidos continuam batendo recorde no número de casos de coronavírus A chefe de estratégia de ações do Bank of America, Savita Subramanian, afirma que sua meta de fim de ano para o S&P 500 é de 2.900 pontos, um declínio de 8% em relação aos níveis atuais. "Eu não me considero 'bear', mas a relação entre risco e retorno daqui até o fim do ano é completamente negativa", disse Subramanian. "Tivemos um frenesi para a reabertura e agora estamos vendo um retrocesso", afirmou. Em resposta à pergunta frequente sobre os motivos de os mercados parecerem tão desconectados da economia real, a estrategista disse que não acreditar que o mercado de ações esteja precificando que "tudo está ótimo". Segundo ela, os investidores continuam buscando ações que se beneficiarão dos lockdowns induzidos pela pandemia, como as líderes de tecnologia e varejistas online. "O mercado não está precificando que tudo está indo bem na economia", afirmou Subramanian. Bolsas da Europa recuam com aumento de casos de coronavírus nos EUA De acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o país registrou 1,314 milhão de novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada, abaixo da expectativa de consenso, de 1,388 milhão. Apesar da leve melhora no indicador semanal, analistas chamam a atenção para o total de pedidos contínuos de seguro-desemprego, que traçam um cenário mais negativo para o estágio atual do mercado de trabalho. "O número total de pessoas que reivindicam benefícios em todos os programas subiu para 32,9 milhões - uma alta de 1,4 milhão na semana. Isso ocorre porque uma gama mais ampla de pessoas se qualifica para receber benefícios no âmbito do programa Pandemic Unemployment Assistance (PUA), que contava com 14,4 milhões de requerentes na semana 20 de junho", afirma o chefe de economia internacional do ING, James Knightley. "Isso serve apenas para ilustrar o estresse extremo em curso no mercado de trabalho e sugere que o desemprego está mais próximo de 20% do que os 11,1% atualmente listados como a taxa oficial do Departamento do Trabalho'", conclui. Bolsas asiáticas fecham em alta e ações chinesas estendem rali Em meio às desconfianças do mercado, os rendimentos dos Treasuries fecharam em forte queda hoje, refletindo a forte demanda por proteção, que pôde ser observada no leilão de US$ 19 bilhões em títulos de 30 anos do Tesouro americano. O juro da T-note de 10 anos encerrou o dia negociado a 0,62%, menor nível desde o fim de abril, de 0,67% do fechamento anterior, enquanto o rendimento da T-bond de 30 anos caiu a 1,32%, de 1,39% da véspera. A aversão ao risco também deu força ao dólar, que voltou a apresentar ganhos ante moedas de países desenvolvidos. Perto do horário de fechamento em Nova York, o DXY subia 0,40%, a 96,789 pontos.
  3. Serão emprestados R$ 14,8 bilhões para 50 distribuidoras de energia. Empréstimo será pago com recursos que virão de um encargo a ser cobrado nas contas de luz. Um grupo de 16 bancos fará o empréstimo de R$ 14,8 bilhões às distribuidoras de energia, segundo informou nesta quinta-feira (9) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o banco, o empréstimo será pago de agosto de 2021 a dezembro de 2025. A maior parte do valor desses recursos vai servir para cobrir um buraco financeiro no setor elétrico causado pela queda no consumo de energia e aumento da inadimplência durante a pandemia do novo coronavírus. O empréstimo será pago com recursos que virão de um encargo a ser cobrado nas contas de luz. Ao todo, 50 concessionárias de distribuição pediram o empréstimo. Como a parcela que será destinada a cada empresa será diferente, o valor que será pago por cada consumidor também vai variar. A taxa final da operação será 3,79% + CDI. Segundo o BNDES, a composição dos aportes ainda será definida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), mas os bancos públicos oferecerão 29% dos recursos e os privados, 71%. Custos extras Esses custos extras vêm, por exemplo, do encarecimento da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu por causa da disparada do dólar nos últimos meses, e do aumento no valor que é pago para remunerar o serviço de transmissão de energia, devido à entrada em operação de novas linhas. Na prática, portanto, o empréstimo vai antecipar às distribuidoras esses valores extras que já seriam pagos pelos consumidores nas contas de luz a partir de 2020. E permitir que os consumidores paguem essa conta apenas a partir de 2021. O empréstimo também pagará pelo custo do adiamento dos reajustes tarifários do primeiro semestre de 2020. Esses adiamentos tiveram um custo estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de R$ 519 milhões. Bancos envolvidos São os seguintes os bancos que farão o empréstimo: BNDES Banco do Brasil BOCOM BBM CCB Santander Bradesco BBI Itaú BBA BTG Citibank SMBC Votorantim Alfa ABC Brasil Safra JP Morgan Credit Suisse Governo cria socorro ao setor elétrico, e conta de luz pode aumentar em 2021

  4. De acordo com as fintechs Nubank e PicPay, o problema teria ocorrido por conta de uma falha no sistema da Caixa. Auxílio emergencial Divulgação O vice-presidente de Tecnologia e Digital da Caixa Econômica Federal, Cláudio Salituro, afirmou nesta quinta-feira (9) que não há "a menor possibilidade" de sumir dinheiro de uma conta da Caixa". Usuários do PicPay e do Nubank têm reclamado nas redes sociais que recursos transferidos do Auxílio Emergencial teriam "sumido" de suas contas nessas fintechs. Ambas apontaram que o problema teria se originado por falha nos sistemas da Caixa. Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL “Não existe a menor possibilidade de sumir dinheiro em conta corrente da Caixa”, afirmou Salituro em live realizada pelo banco para fazer um balanço sobre o pagamento dos benefícios emergenciais do governo. Segundo o executivo, o problema foi de comunicação e de um entendimento maior. “Fato isolado que culminou em desconforto temporário”, disse o vice-presidente. Beneficiários do Auxílio Emergencial têm usado os serviços das fintechs para "driblar" a restrição imposta pela Caixa de realizar saques e transferências usando o aplicativo Caixa TEM. Para evitar a formação de filas nas agências, a Caixa havia limitado o uso dos recursos de pagamento de boletos e compras usando o cartão de débito virtual. As fintechs oferecem um serviço que permite emitir um boleto no nome do próprio usuário e realizar a transferência de forma imediata. Usuários do PicPay e Nubank reclamam de 'sumiço' de dinheiro do Auxílio Emergencial "Não existe a menor possibilidade de sumir o dinheiro", disse Salituro. "Quando o dinheiro sai da Caixa e vai para alguma instituição financeira, e entrou na conta do cliente, o custo diante daquele dinheiro é da empresa que recebeu o crédito. Quando entra na conta corrente da Caixa ou outra instituição financeira, esse dinheiro pertence ao cliente e não pode ser retirado, na nossa avaliação”, ressaltou. De acordo com o Nubank, no entanto, valores teriam sido estornados após a fintech ter sido informada do erro pela própria Caixa. De acordo com a empresa, parte dos clientes que realizou o pagamento de boletos por meio da Caixa Econômica Federal teria recebido em sua conta digital uma quantia superior ao valor correto. Ainda na quarta-feira, procurada pelo G1, a Caixa informou que "não foram identificadas falhas nos sistemas internos do banco". Beneficiários do auxílio emergencial dizem que dinheiro sumiu da conta Fila virtual no Caixa TEM O vice-presidente disse ainda que a Caixa está trabalhando para reduzir o tempo de espera do cliente na utilização do Caixa Tem. Por volta das 15h, o tempo de espera era de 38 minutos, mas, segundo ele, em alguns dias do mês chegou a ser de uma hora. Ele destacou que isso está ocorrendo devido aos vários benefícios que vem sendo pagos pelo banco e porque o cliente do Caixa Tem está utilizando cada vez mais o aplicativo. “É natural que a cada dia se exija mais da área de TI no sentido de aumentar a disponibilidade”, destacou.

  5. Unidade na cidade de Guaiçara (SP) deve ser concluída dentro de um ano, disse a companhia nesta quinta-feira (9). Logo da JBS Paulo Whitaker/Reuters A JBS, por meio de sua unidade de Novos Negócios, deu início à construção de uma fábrica de fertilizantes em Guaiçara (SP), com investimento de R$ 91 milhões e expectativa de conclusão dentro de um ano, disse a companhia nesta quinta-feira. O empreendimento fará da JBS a primeira empresa de alimentos no país a utilizar resíduos orgânicos gerados em seus frigoríficos para a produção de fertilizantes, destacou o comunicado. "Com isso, passaremos a atuar no mercado agrícola", disse em nota o presidente da JBS Novos Negócios, Nelson Dalcanale. Segundo a diretora da unidade de fertilizantes da empresa, Susana Martins Carvalho, o produto será fornecido a algumas das principais commodities agrícolas, como soja, milho, café e algodão, além de frutas e hortaliças. "Nosso processo industrial é altamente tecnológico e vai agregar alto valor aos fertilizantes", afirmou ela também em nota, ressaltando ainda que cerca de 75% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. A planta de Guaiçara terá 51 mil m² e 150 colaboradores diretos quando estiver em operação.