Economia

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  1. É a primeira vez que uma nave só com civis atinge a órbita da Terra. Tripulação passará 3 dias dando voltas ao redor do planeta. SpaceX no espaço: empresa de Elon Musk faz voo orbital É a primeira vez que uma nave só com civis atinge a órbita da Terra. Tripulação passará 3 dias dando voltas ao redor do planeta. O foguete Falcon 9, da SpaceX, decolou na noite de quarta (15) para o 1º voo orbital só com tripulantes civis. Veja vídeos e fotos. A missão dará voltas ao redor da Terra por 3 dias, antes de retornar. Conheça os detalhes. São 4 pessoas a bordo, entre elas o bilionário Jared Isaacman. Saiba quem está lá. Elon Musk, dono da SpaceX e também da Tesla, não viajou. O voo orbital é mais longo e diferente dos que fizeram os bilionários Jeff Bezos e Richard Branson. Entenda

  2. Investigação do Banco Mundial concluiu que ela pressionou por modificação de informações para favorecer a China na edição de 2017 do relatório anual "Doing Business". A posição da búlgara Kristalina Georgieva à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI) perdeu força nesta semana, depois que a dirigente foi acusada de favorecer a China quando ocupava um cargo no Banco Mundial (BM). Uma investigação independente publicada nesta quinta-feira (16) concluiu que Georgieva esteve entre os responsáveis da organização que pressionaram seu pessoal para que modificasse informações para favorecer a China na edição de 2017 do relatório anual "Doing Business", a principal publicação do BM. Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, em imagem de arquivo Reuters O ex-economista-chefe do Banco Mundial naquela época, o ganhador do Nobel de Economia Paul Romer, criticou Georgieva por tentar "encobrir" e "fazer vista grossa" em algumas questões que lhe preocupavam sobre o relatório, até que finalmente decidiu renunciar em 2018, após tornar públicas as suas inquietações. Em entrevista à AFP, Romer afirmou que os países-membros do FMI "terão que tomar uma decisão sobre se estão confortáveis com ela e se ela seguirá no cargo". "Acho que eles devem pensar sobre suas opções", frisou. Nesse sentido, os Estados Unidos serão cruciais para definir o futuro da economista búlgara na organização, já que Washington tem a maior participação de voto no Fundo Monetário Internacional. "Essas descobertas são muito sérias", afirmou o Departamento do Tesouro em comunicado. "Nossa principal responsabilidade é defender a integridade das instituições financeiras internacionais", acrescentou. Georgieva, por sua vez, questionou as conclusões da investigação independente conduzida pelo escritório de advogados WilmerHale, que foi encarregada pela diretoria do Banco Mundial, analisou milhares de documentos e entrevistou mais de 30 funcionários e ex-colaboradores da organização. Além disso, ela mesma informou ao Conselho Executivo do FMI sobre a situação e negou as acusações. No entanto, segundo a agenda da reunião do Conselho marcada para esta sexta-feira (17), não havia qualquer menção ao relatório. Os resultados da investigação já vêm causando barulho nos Estados Unidos, pois eles ajudam a alimentar as críticas da oposição republicana em torno das organizações multilaterais, especialmente quando diz respeito ao envolvimento da China. Alguns legisladores do partido, como o representante de Arkansas, French Hill, já levantaram questões sobre a atuação de Georgieva. Se as acusações procedem, "o Conselho do FMI deveria avaliar de imediato" a permanência de Georgieva no cargo, escreveu Hill em comunicado. "Uma acusação bastante contundente" À luz da investigação, o Banco Mundial eliminou o ranking do relatório "Doing Business", que classificava os países em função de suas regulamentações comerciais e reformas econômicas, e fazia com os governos competissem por um lugar mais alto para atrair investimentos. A investigação descobriu que Georgieva e Simeon Djankov, o ex-ministro de Finanças da Bulgária que criou o informe, além de Jim Yong Kim, então presidente do Banco Mundial, teriam pressionado os funcionários do banco a mudar o cálculo de classificação da China para evitar problemas com Pequim. Isso teria acontecido no mesmo período em que os dirigentes do Banco Mundial estavam envolvidos em negociações delicadas com Pequim sobre o capital de empréstimo do banco. O FMI, por sua vez, tem sua própria série de relatórios sobre as economias nacionais, que poderiam ser questionados após as acusações contra Georgieva. Nesse sentido, o legislador French Hill pediu à secretária do Tesouro americana, Janet Yellen, que informe o Congresso americano sobre a situação e encontre formas de "garantir a integridade estrita e transparente dos dados em relatórios e avaliações do Banco Mundial e do FMI". Outro legislador republicano, Andy Barr, do Kentucky, também pediu ao Departamento do Tesouro que investigue as "descobertas explosivas" da investigação e classificou a alegada participação de Georgieva na manipulação de dados em benefício da China como "alarmante". Georgieva compareceu nesta sexta a uma reunião do FMI sem fazer comentários sobre a polêmica. Está previsto que ela também esteja presente na Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana.
  3. Segundo a entidade, o resultado é o desestímulo aos investimentos e mais custos para empresas e famílias que precisam de crédito. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que aumentos de impostos sobre o crédito, mesmo que temporários, agravam o custo dos empréstimos, particularmente em um momento em que o Banco Central (BC) precisará subir ainda mais a taxa básica de juros para conter a alta da inflação. LEIA TAMBÉM IOF: como o aumento de imposto pode afetar o seu bolso IOF: o que é o imposto e quem paga Bolsonaro assina decreto e eleva alíquota do IOF até dezembro para custear novo Bolsa Família Reajuste do IOF: veja ocasiões em que Bolsonaro disse que não aumentaria impostos no país Secretário especial diz que governo prevê Bolsa Família de R$ 300 em novembro e dezembro Segundo a entidade, o resultado é o desestímulo aos investimentos e mais custos para empresas e famílias que precisam de crédito. “Esse aumento do IOF é um fator que dificulta o processo de recuperação da economia. Para enfrentar as dificuldades fiscais, evitar impactos negativos no custo do crédito e propiciar a retomada consistente da economia, só há um caminho: perseverarmos na aprovação da agenda de reformas estruturais em tramitação no Congresso.” IOF: Governo diz que aumento de imposto é para pagar novo Bolsa Família Em relatório, o Goldman Sachs diz que a alta do IOF deve ter um impacto pequeno sobre a demanda por serviços financeiros. O banco aponta que, como o IOF é pago diretamente pelo cliente final (tomador), não espera que as instituições financeiras façam ajustes materiais nos preços de crédito. “No entanto, este aumento temporário deve aumentar marginalmente o custo das operações de crédito, câmbio e negociação de valores mobiliários, que por sua vez podem prejudicar a demanda por esses serviços financeiros.” O Goldman Sachs cita um estudo do BC que afirma que os impostos respondem por 13% do custo do crédito, com o IOF respondendo por 2%.
  4. 52% dos entrevistados pretendem contratar mão de obra temporária e 57% abrirão vagas informais. Último trimestre pode ter abertura de 105 mil vagas temporárias Uma pesquisa realizada em todas as regiões do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae, estima que aproximadamente 105 mil vagas serão abertas no país até dezembro pelos setores varejista e de serviços - número próximo ao de 2019, período pré-pandemia. Veja vagas de emprego pelo país De acordo com o levantamento, 69% dos empresários que pretendem contratar funcionários afirmam querer suprir a demanda que normalmente aumenta nesse período, uma redução de 19 pontos percentuais em relação a 2019, enquanto 14% preferem investir na qualidade dos serviços. De acordo com os empresários que não pretendem contratar, os principais motivos são: não acreditam que haverá um aumento significativo da demanda que justifique as contratações (40%); não possuem verba para contratações (25%); os encargos trabalhistas são muito altos (15%); estão inseguros pelo histórico de vendas deste ano não ter sido bom, inclusive nas datas comemorativas (13%). Comparando com a pesquisa realizada em 2019, o estudo registou aumento de 12 pontos percentuais das empresas que não possuem verba para contratações. Maioria planeja contratações temporárias, sem carteira assinada Considerando os empresários que já contrataram ou irão contratar funcionários para o fim do ano, a pesquisa mostra que pouco mais da metade (52%) pretende contratar mão de obra temporária, percentual que é igual ao de 2019 (52%). A inclinação para contratações por tempo determinado é significativamente maior entre os empresários do comércio varejista (63%) do que do setor de serviços (41%). A maior parte dos empresários que recorrerão a contratações temporárias (60%) não pretende contratar mais do que 1 ou 2 funcionários para as vendas de fim de ano, sendo a minoria (15%) os que planejam empregar 3 ou mais funcionários. A média de contratações por empresa será de 2 colaboradores, e o tempo médio de contratação é de 3 meses. Considerando a forma da contratação, 57% abrirão vagas informais, 47% registrados em carteira de trabalho e 18% recorrerão à mão de obra terceirizada. Em média, o número total de profissionais temporários será de 2 colaboradores. “As contratações de fim de ano representam uma oportunidade importante devido ao grande número de desempregados. Mesmo no caso das contratações temporárias, sempre existe a possibilidade da contratação se tornar efetiva, principalmente se as expectativas de crescimento para as vendas se confirmarem, ou e se o profissional demonstrar afinco e dedicação no exercício do trabalho”, diz o presidente da CNDL, José César da Costa. Jovem com ensino médio tem preferência Mais da metade das empresas (59%) prefere contratar jovens de 18 a 34 anos - sendo a faixa etária média de 28 anos - e que tenham ao menos o nível médio completo (56%). A expectativa média de salário é de R$ 1.463. Quanto à jornada de trabalho, a maioria (66%) ofertará vagas de 6 a 8 horas diárias. As mulheres são preferidas (33%) em relação aos homens (24%), embora a maioria (41%) afirme não se importar com o sexo dos funcionários. Os cargos mais demandados pelas empresas serão: vendedor (29%), ajudante (23%) e balconistas (14%). Embora uma parte do empresariado já tenha iniciado as contratações em agosto (11%) ou queiram começar em setembro (10%), os meses mais movimentados serão outubro (25%) e novembro (25%).

  5. Embora dirigisse seu próprio negócio e tivesse diploma universitário em computação, Naveed Saghir foi persuadido por golpistas a entregar seu dinheiro a eles. Naveed Saghir afirma que fraude arruinou sua vida Naveed Saghir/Via BBC O empresário britânico Naveed Saghir, de 44 anos, é graduado e tem mestrado em Ciências da Computação. Também comanda com sucesso seu próprio negócio de instalação de home theater no noroeste da Inglaterra. Depois de uma vida inteira de trabalho árduo, economias regulares e investimentos sábios, no início deste ano ele economizou o equivalente a R$ 3,6 milhões em bitcoins. No entanto, ele foi enganado por golpistas online que roubaram todo o seu dinheiro. "Destruí minha vida, mudei para pior e preciso alertar as pessoas: se pode acontecer comigo, pode acontecer com qualquer pessoa", diz Naveed. LEIA TAMBÉM: 'Golpe das bitcoins' gera prejuízo de quase R$ 300 milhões em Santos, SP PF apreende quase R$ 150 milhões em bitcoins de suspeito de 'pirâmide' Ele agora tem uma missão. Lutando para superar o dano emocional de ver seus planos desaparecerem com um futuro financeiro arruinado, ela quer compartilhar sua história para tentar evitar que outras pessoas se tornem vítimas. "Dirijo meu negócio há 20 anos e sempre fui muito cuidadoso com o dinheiro", explica. "Seja relacionado ao meu negócio ou à minha vida, fiz valer cada centavo. Mas tomei uma decisão errada." 'Falsos investimentos' Naveed foi vítima de um tipo de fraude conhecido como "golpe de investimento". Isso ocorre quando as vítimas são enganadas para dar dinheiro a pessoas que oferecem investimentos falsos, mas geralmente muito convincentes, com a promessa de grandes lucros. "Estava assistindo a vídeos no YouTube, quando me deparei com um anúncio oferecendo a oportunidade de investir em ações e preenchi um formulário solicitando mais informações." "No dia seguinte, recebi um telefonema de alguém que se apresentou como um agente de atendimento ao cliente e paguei US$ 350 (R$ 1,8 mil) para começar a investir." "No dia seguinte, eles me ligaram novamente, desta vez era alguém que se descreveu como meu gerente de conta e me deu um nome de usuário e uma senha para um site de negócios extremamente atraente." Naveed fez seu primeiro pagamento no fim de maio. Foi o primeiro capítulo de um pesadelo que causaria sua derrocada financeira. Os golpistas logo o fizeram acreditar em novas mentiras, prometendo lucros maiores. Quando ele começou a perder dinheiro, foi convencido de que receberia tudo de volta e em montantes maiores. No fim de agosto, Naveed entregou US$ 25 mil (R$ 131 mil) e 14,25 em bitcoin, no valor de cerca de US$ 690 mil (R$ 3,6 milhões), de acordo com o valor atual da criptomoeda. "Ainda não consigo me lembrar como eles conseguiram me enganar", diz Naveed. "Não sei". Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas No Reino Unido, várias ONGs têm pedido que anúncios fraudulentos sejam incluídos na Lei de Segurança Online, que em breve será avaliada no Parlamento britânico. O Instituto de Política Monetária e Saúde Mental alertou que milhões de usuários da Internet, principalmente aqueles com problemas de saúde mental, correm o risco de perder dinheiro ou informações pessoais confidenciais para golpistas. Justiça? Bitcoin é criptomoeda mais prevalente Getty Images via BBC Lisa Forte, que trabalha para a empresa de cibersegurança Red Goat Cyber Security, diz que não só é improvável que Naveed receba parte de seu dinheiro de volta, mas também que veja a justiça ser feita. "Mesmo que a polícia inicie uma investigação, o que é improvável, mesmo que encontre os criminosos responsáveis, o que é altamente improvável, o que eles devem fazer quando os criminosos estão em outro país onde a polícia britânica não tem jurisdição?". "Praticamente não há instância a quem recorrer em relação ao bitcoin. É uma forma de moeda que opera fora da regulamentação em relação ao dinheiro 'normal' e por isso, por não ser regulamentada, a proteção do consumidor simplesmente não existe." Forte recomenda três coisas que as pessoas podem fazer para tentar se proteger e evitar que sua família e amigos se tornem vítimas. "Primeiro, pesquise o que quer que você faça para colocar seus ativos. Existem muitas fontes confiáveis. Dois, entenda o que é bitcoin, como você deve fazer com qualquer investimento; pesquise como funciona e conheça os prós e os contras. Terceiro, se alguém disser que pode usar seu investimento para obter um grande lucro em um curto espaço de tempo, é nessa hora que o alarme deve soar. Plataformas de investimento legítimas não fazem esse tipo de promessa." 00:00 / 11:38