Economia

Indicadores e notícias sobre a economia no Brasil e no mundo. Dados para posicionamento de empresários e dicas para gerir suas finanças pessoais.

  1. Para a forma da lei e também parte da população, legisladores, etc., o criminoso é alguém que tomou uma decisão racional. Pessoas transgridem a lei calculando o custo e benefício do ato. Desse ponto de vista, todo crime é uma escolha. Foi também o raciocínio aplicado por muito tempo à economia. Mas, como sempre como discutimos nesse espaço, se o homo economicus de alguns livros é bom para explicar os incentivos que nos fazem agir, não dá conta de várias facetas do comportamento humano. Para Justin Pickett, economista e professor da Universidade de Albany, isso também vale para a criminalidade. Aversão ao risco, efeito-manada, custo de oportunidade, etc., todos conceitos da economia comportamental, ajudam também a explicar a ocorrência de crimes. Para demonstrar, um estudo reuniu 265 estudantes. Eles foram divididos em três grupos, e cada um assistiu a um vídeo diferente. O primeiro vídeo apenas anunciava uma operação para flagrar motoristas bêbados. Já um segundo vídeo mostrava as possíveis maneiras de um motorista embriagado acabar preso. Por último, o terceiro vídeo, mais incisivo, apontava a alta chance de um motorista bêbado acabar na prisão. Depois do vídeo, todos os participantes leram sobre a seguinte situação: você dirige até um bar a alguns quilômetros de casa para encontrar os amigos e no fim da noite bebeu além da conta. Foram feitas então duas perguntas: Se quiser voltar dirigindo, qual a chance de você ser preso? Se for dirigir, o quanto você teme ser preso? Gráfico compara resposta de pessoas sobre o risco de prisão ao dirigir Reprodução / “Using Behavioral Economics to Advance Deterrence Research and Improve Crime Policy” Só anunciar maior repressão ou possíveis modos de flagrar os motoristas não alterou muito a percepção – 52 a 50% – e nem o temor de ser preso – 79% em ambos os casos – dos participantes. Mas e quanto ao grupo com mais certeza da punição? Houve aumento sensível tanto da percepção do risco (69%) como do temor da prisão (89%). Muitos políticos e especialistas debatem o efeito de leis mais rigorosas sobre a criminalidade. O experimento sugere que funciona muito mais cumprir a lei: os criminosos temem muito mais ir para a prisão do que o tempo que vão ficar presos. O resultado é corroborado pela segunda parte do experimento. Alguns pesquisadores especulam que muitos criminosos agem de maneira quase automática, escolhendo seus alvos com base em poucas informações em vez de calcularem o que têm a ganhar antes de agir. Uma mulher com uma bolsa grande, por exemplo, atrairia mais ladrões mesmo sem nenhuma indicação de que carrega algo de grande valor. Os pesquisadores testaram a hipótese exibindo ao mesmo grupo fotos diferentes de mulheres com uma bolsa maior ou menor. Fotos de mulheres com bolsas de tamanhos diferentes foram utilizadas em estudo Reprodução/"Using Behavioral Economics to Advance Deterrence Research and Improve Crime Policy" O conteúdo era desconhecido, mesmo assim os participantes opinaram que havia US$ 417 na bolsa maior e US$ 276 na menor. Quase 6 em cada 10 pessoas também disseram que seria mais fácil roubar a bolsa grande enquanto 4 em 10 achavam mais fácil roubar a pequena. Os resultados foram publicados em 2018 no "Crime & Delinquency Journal". Há uma razão para economistas estudarem o crime: seu custo é de R$ 256 bilhões ou 4,38% do PIB por ano no Brasil, calculados em 2018 pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Nos Estados Unidos, segundo alguns trabalhos, alcança US$ 1 trilhão anuais. Esses estudos não defendem que criminosos não fazem escolhas. Mostram, no entanto, que o impulso para o crime é mais complexo. Fornecem, assim, subsídios para se debater o sistema penal e políticas de combate à criminalidade mais eficientes.

  2. Decisão atendeu ao pedido de sindicatos de trabalhadores; assembleia está prevista para o dia 26. A Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar nesta sexta-feira (22) suspendendo a realização de uma assembleia da Embraer para votar um plano para formação de uma joint venture com a Boeing que vai gerenciar os negócios de aviação comercial da companhia brasileira, sob controle da fabricante norte-americana. Praetor da Embraer Carlos Santos/G1 Na decisão, o juiz Victorio Giuzio Neto afirma: "Defiro a liminar para suspender a realização da assembleia-geral extraordinária de acionistas da Embraer prevista para a dia 26 de fevereiro de 2019 até que as irregularidades legais apontadas sejam esclarecidas." Embraer assina acordo para venda de divisão comercial para Boeing A decisão atendeu ao pedido conjunto de sindicatos de trabalhadores, incluindo o dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, de Araraquara e Américo Brasiliense, de Botucatu e Região e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Procurada, a Embraer informou que "buscará os recursos cabíveis para manter a realização da AGE (assembleia) na data para a qual os acionistas foram convocados." Parceria entre Boeing e Embraer prevê a criação de joint ventures de aviação comercial e defesa. Claudia Ferreira / G1

  3. Donald Trump disse haver grandes chances de alcançar um acordo comercial. As negociações entre Estados Unidos e China serão estendidas até domingo (24) em Washington, disse o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, enquanto o presidente Donald Trump disse haver grandes chances de alcançar um acordo comercial. Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo Jason Lee/Reuters Trump também afirmou nesta sexta-feira (22) que espera ter uma reunião sobre comércio com seu equivalente chinês, Xi Jinping, em breve, "provavelmente" em março. O encontro poderia ocorrer em Mar-a-Lago, sua residência na Flórida. Entenda a guerra comercial e seus possíveis impactos Diante da imprensa no Salão Oval, Trump declarou que "estamos tendo conversas muito boas" com a China e anunciou ter alcançado um acordo "sobre a moeda", sem dar mais detalhes. O mandatário também admitiu considerar a possibilidade de ampliar o prazo da trégua comercial com a China para além de 1 de março, data-limite estabelecida por Washington para aumentar as tarifas aduaneiras de 10% a 25% sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas. Os americanos pedem a redução do déficit comercial com a China, mas também mudanças "estruturais", como interromper a transferência imposta de tecnologias, o respeito aos direitos de propriedade intelectual, o fim da pirataria cibernética e o levantamento de barreiras tarifárias.

  4. Valor da gasolina recuou pela 18ª semana consecutiva; diesel e etanol tiveram alta na semana. Preço médio da gasolina nas bombas teve leve queda Marcelo Brandt/G1 O preço médio da gasolina nas bombas teve leve recuo nesta semana, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (22). O valor por litro caiu 0,02%, de R$ 4,173 para R$ 4,172. Com mais um recuo – o 18º seguido -, o preço da gasolina segue no menor valor desde 6 de janeiro do ano passado (R$ 4,151). A ANP também apurou uma leve alta no preço do diesel. O valor médio por litro subiu 0,1%, de R$ 3,442 para R$ 3,444. O preço por litro do etanol subiu 0,6% no período, de R$ 2,744 para R$ 2,760. Refinarias Nesta sexta-feira, a Petrobras informou que elevará em 3,5% o preço médio do diesel em suas refinarias a partir de sábado (23), para R$ 2,1224, no maior nível em quase três meses, enquanto a gasolina segue sem alteração. O valor médio do diesel será o mais alto desde 28 de novembro, quando a Petrobras comercializava o combustível fóssil a R$ 2,1228 por litro.

  5. O valor médio do diesel será o mais alto desde 28 de novembro. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A Petrobras elevará em 3,5% o preço médio do diesel em suas refinarias a partir de sábado (23), para R$ 2,1224, o maior nível em quase três meses, enquanto a gasolina segue sem alteração, segundo informações no site da companhia nesta sexta-feira (22). O valor médio do diesel será o mais alto desde 28 de novembro, quando a Petrobras comercializava o combustível fóssil a R$ 2,1228 por litro. A estatal vem aumentando seus preços frequentemente em fevereiro, no embalo de uma alta nas cotações do petróleo no mercado internacional. A gasolina está atualmente cotada a R$ 1,6538 por litro, também maior nível em mais de três meses, uma boa notícia para os produtores de etanol do Brasil. Os reajustes da Petrobras podem ocorrer em qualquer intervalo de tempo, em meio a uma política de preços da companhia que busca seguir a paridade internacional. A petroleira utiliza para cálculo indicadores como câmbio e barril do petróleo, além de mecanismos de hedge para aliviar a frequência dos reajustes.