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  1. Toni-Ann Singh, de 23 anos, foi coroada na noite de sábado (14). É a 1ª vez em que os 5 principais concursos de beleza dos EUA e do mundo têm representantes negras como misses ao mesmo tempo. Toni-Ann Singh, da Jamaica, é coroada a nova Miss Mundo em cerimônia em Londres na noite de sábado (14) Joel C Ryan/Invision via AP A jamaicana Toni-Ann Singh, de 23 anos, foi eleita Miss Mundo 2019 durante cerimônia em Londres, na Inglaterra, na noite deste sábado (14). A mídia americana destacou que é a primeira vez em que os 5 principais concursos de beleza dos EUA e do mundo têm representantes negras como misses simultaneamente: Miss USA, Miss Teen USA, Miss América, a recentemente anunciada Miss Universo e, agora, a Miss Mundo. Da esquerda para a direita: a Miss Universo, Zozibini Tunzi, a Miss Mundo, Toni-Ann Singh, a Miss Teen USA, Kaliegh Garris, a Miss América, Nia Franklin, e a Miss USA, Cheslie Kryst. Beleza negra dominou concursos em 2019 Paras Griffin /Getty Images via AFP; Henry Nicholls/Reuters; Noah K. Murray/AP; Elijah Nouvelage/Reuters Formada em psicologia e estudos sobre a mulher na Universidade Estadual da Flórida, Toni-Ann Singh fez um post sobre a coroa encorajando meninas pelo mundo. "Para aquela pequena menina em St. Thomas, Jamaica, e para todas as meninas ao redor do mundo, por favor, acredite em você mesma. Por favor, saiba que você é merecedora e capaz de alcançar seus sonhos. Esta coroa não é minha, mas sua. Você tem um propósito", escreveu a Miss Mundo. Ela planeja seguir os estudos na área de medicina. O pódio do Miss Mundo foi completo pelas representantes de França e Índia. Toni-Ann foi coroada pela sua antecessora, Vanessa Ponce de Leon, do México. O Brasil também fez bonito. Elís Miele Coelho, capixaba que venceu este ano o Miss Brasil Mundo, ficou no top 5 e ainda levou o título das Américas. A Miss Brasil Mundo, Elís Miele Coelho (esq.) posa para fotos com outras misses e a vencedora do Miss Mundo, Toni-Ann Singh, da Jamaica Henry Nicholls/Reuters Toni-Ann Singh sorri posando para fotos após ser coroada Miss Mundo na Excel Arena, em Londres, na noite de sábado (14) Daniel Leal-Olivas/AFP

  2. Conhecida por seus papéis nos filmes de Jean-Luc Godard e um dos símbolos da Nouvelle Vague, a atriz morreu no sábado (14) em Paris, em decorrência de um câncer, aos 79 anos. A atriz Anna Karina, em foto de maio de 2009, ao chegar para a exibição do filme "Un Prophete" no 62º Festival de Cannes Vincent Kessler/File Photo/Reuters A atriz Anna Karina, conhecida por seus papéis nos filmes de Jean-Luc Godard e um dos símbolos da Nouvelle Vague, morreu no sábado (14) em Paris, em decorrência de um câncer, aos 79 anos, anunciou neste domingo (15) seu agente à AFP. Francesa de origem dinamarquesa, a atriz de rosto pálido e grandes olhos azuis filmou sete filmes com Godard, então seu parceiro, nos anos 1960. Também fez carreira no mundo da música, triunfando ao lado do lendário Serge Gainsbourg. "Anna morreu ontem em um hospital parisiense vítima de câncer. Ela era uma artista livre e única", disse à AFP seu agente, Laurent Balandras. O marido da atriz, o diretor americano Dennis Berry, estava com ela na hora da morte, segundo seu agente. "Hoje, o cinema francês ficou órfão. Perdeu uma de suas lendas", afirmou o ministro da Cultura da França, Franck Riester, no Twitter. Anna Karina (R) e o ator francês Daniel Duval posam durante o casamento em La Garde-Freinet, sudeste da França, em 1º de julho de 1978 Stringer/AFP Desde a infância na Dinamarca, entre uma mãe distante, uma avó falecida cedo demais e um avô que ela adorava, a atriz cultivava grande sensibilidade. Ainda menor de idade, viajou para Paris pedindo carona com a ideia de se tornar atriz. Rapidamente começou uma carreira como modelo. Foi Coco Chanel quem mudou seu nome verdadeiro, Hanne Karin Bayer, para Anna Karina. Godard a descobriu em um anúncio e propôs um pequeno papel em "Acossado" com Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo, que ela rejeitou. O cineasta a chamaria novamente alguns meses depois para ser a protagonista de "O Pequeno Soldado", um filme sobre a guerra da Argélia. Durante as filmagens, surgiu um romance entre eles, que duraria vários anos. Juntos, filmaram sete filmes, entre os quais "Uma mulher é uma mulher" (prêmio de melhor interpretação no festival de Berlim de 1962), "Viver a vida" e "O Demônio das Onze Horas", com Jean-Paul Belmondo. Anna Karina em foto de 1º de maio de 1973, em Cannes AFP Viver com Godard, "complicado" Em entrevista à AFP em 2018, a atriz falou sobre seu relacionamento com Godard. "Nós nos amávamos muito. Mas era difícil viver com ele", admitiu. "Era alguém que poderia dizer 'vou buscar um cigarro' e voltar depois de três semanas. Era uma época em que não havia smartphone, nem secretárias eletrônicas". O relacionamento deles foi marcado por uma tragédia, a perda de um filho que ela esperava. A última vez que esse casal mítico se viu foi há mais de 20 anos. Desde então, não houve contato. "Ele está na Suíça e não abre a porta", disse à AFP. "Não, não fico triste. Afinal, é a vida dele". Anna Karina posa para foto no Cafe de la Paix, em Paris, em 18 de setembro de 1990 Gerard FOUET/AFP Por uma década, Anna Karina participou de outros filmes, embora sempre seja a atriz fetiche de Godard. Trabalhou com Jacques Rivette ("A Religiosa", 1966), mas não com Chabrol nem Truffaut, outros diretores da Nouvelle Vague. "Era a mulher de Jean-Luc. Isso certamente lhes dava um pouco de medo", explicou mais tarde. Em 1973, dirigiu seu primeiro filme, "Vivre ensemble", uma história de amor entre drogas e álcool. "É um retrato da minha juventude. Vi pessoas ao meu redor afundar e morrer", declarou à AFP. Depois de Godard, Karina se casou sucessivamente com os cineastas Pierre Fabre e Daniel Duval e, em 1982, com o americano Dennis Berry. Como cantora, teve grande sucesso em 1967 com "Sous le soleil exactement" de Serge Gainsbourg, tema do telefilme musical "Anna" de Pierre Koralnik. Capa do disco do musical "Anna" Divulgação Anna Karina (R) e o ator francês Daniel Duval posam durante o casamento em La Garde-Freinet, sudeste da França, em 1º de julho de 1978 AFP

  3. Selma Boiron, integrante do time inteiramente feminino de locução montado pela rádio Fluminense FM Divulgação Como ressalta com razão o jornalista Tom Leão em depoimento para o documentário A maldita, bandas como Paralamas do Sucesso e Legião Urbana certamente teriam sobressaído na onda de rock que se ergueu no mar do Brasil a partir de 1982, mesmo que não tivessem recebido o aval inicial da Rádio Fluminense. Contudo, como Leão também enfatiza, foi pela onda da emissora inaugurada em 1º de março de 1982 na cidade de Niterói (RJ) que a carreira dessas e de outras bandas da geração 80 ganharam o primeiro impulso. Apresentado na 21ª edição do Festival do Rio, o filme A maldita documenta o papel fundamental dessa emissora que saiu do ar em 30 de setembro de 1994 para virar lenda no imaginário pop nacional, inclusive por ter montado time inteiramente feminino para fazer a locução dos programas. A diretora Tetê Mattos – também roteirista do documentário em parceria com Allan Ribeiro – sintoniza a onda pioneira dessa emissora que, a rigor, foi fundada em 1972, mas que somente ganhou relevância dez anos depois ao virar rádio independente de rock, reestruturada por Amaury Santos, Luiz Antonio Mello e Sérgio Vasconcellos. Radialista, Mello é o autor do livro, A onda maldita (1992), que motivou Tetê Mattos a realizar o documentário sobre a FM encontrada no dial na frequência de 94,9 MHZ. Tal como a rádio, cuja estrutura técnica era precária (a ponto de deixar chiados quando saía do ar), o filme A maldita jamais prima pela beleza plástica. Até porque reproduz imagens e áudios de qualidade técnica também instável, em fina sintonia com a emissora retratada com afeto. Entre depoimentos (meio repetitivos) de artistas e radialistas, Tetê insere falas e cartas (lidas em off, como se estivessem sendo lidas num programa da rádio) dos ouvintes que se apaixonaram pela Fluminense FM, rádio que, mais do que veicular músicas, propiciou a esses ouvintes uma formação cultural, como ressalta a jornalista Maria Estrella em depoimento para o filme. Dar voz ao ouvinte é o grande traço de originalidade do filme. Biquini Cavadão é banda retratada no filme 'A maldita' por ter tido a carreira impulsionada pela rádio em 1984 Vinicius Mochizuki / Divulgação A rigor, a importância da Rádio Fluminense para o rock do Brasil ficou concentrada entre 1982 e 1984. A partir de 1985, o rock nacional já estava totalmente absorvido pelo esquema empresarial das gravadoras e veiculado por rádios enquadradas nesse esquema. Rádios que foram na onda da pioneira Fluminense, a primeira a tocar em 1984 uma música da banda Biquini Cavadão, entre dezenas de outros exemplos da abertura da emissora para quem dava os primeiros passos no rock. No caso do Biquini Cavadão, foi a música Tédio (Álvaro Birita, André Sheik, Bruno Gouveia e Miguel Flores da Cunha) que, veiculada pela Fluminense, impulsionou a carreira do grupo carioca. Nessa fase inicial, a força da rádio foi tanta que bandas da cena underground que sequer chegaram a gravar discos, caso do grupo carioca de punk Coquetel Molotov, também conseguiram visibilidade no mercado alternativo com o apoio da Fluminense, como lembra o jornalista Tom Leão em depoimento que contextualiza a importância da rádio sem fazer a glorificação pura e simples da emissora. Viabilizado através de parceria de Artifício Cinematográfico com a Viralata Produções, o filme A maldita foca primordialmente a paixão de uma geração por emissora de rádio que, em momento crucial, inflou cena que pulsava nas garagens e porões do rock. Sem a preocupação de documentar com precisão a decadência dessa rádio que sempre operou no vermelho por não ter tido anunciantes, o filme abre e encerra com a voz de Celso Blues Boy (1956 – 2012) porque a moral da história da rádio maldita parece ser uma só: aumenta que isso aí é rock'n'roll! (Cotação: * * *)

  4. Quando se casou com Martha Suarez, em 7 de abril deste ano de 2019, Jorge Vercillo cantou a música Índia de Itapuã na cerimônia realizada na praia de Itapuã, na cidade de Salvador (BA). Decorridos oito meses, Índia de Itapuã ganha registro fonográfico no álbum, Nas minhas mãos, lançado pelo cantor e compositor carioca na sexta-feira, 13 de dezembro. Martha é a musa inspiradora de algumas das 14 músicas distribuídas nas 16 faixas do disco, inclusive de Índia de Itapuã. Outra música motivada pela musa, a composição-título Nas minhas mãos, aparece no registro original e em versão acústica alocada ao fim do disco. Paraíso estendido e Nosso próprio chão – música gravada por Vercillo com o cantor Péricles – também são composições criadas pelo artista com inspiração em Martha. O time de convidados do álbum Nas minhas mãos é grande e heterogêneo. Além de Péricles, Vercillo canta no disco com Vitor Kley (em Personagem), Vinny Vercillo (em Song 4 U), Thiaguinho (no samba Fantasias, assinado por Vercillo com Prateado e o próprio Thiaguinho), o argentino Pedro Aznar (em Hoy la luna, versão em espanhol, escrita por Aznar, de Me transformo em luar, música de Vercillo lançada em 2013) e o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, parceiro e convidado de Vercillo em Garra, música de cunho político de autoria também creditada a Alex Nunes. Boa parte do repertório do álbum Nas minhas mãos é composta por músicas lançadas por Vercillo em singles ao longo dos últimos meses. Entre elas, há a balada Linda flor, gravada com a participação do autor Gabriel Burlamaqui. Fenômenos da natureza e Closest friend são outras músicas apresentadas por Jorge Vercillo no álbum Nas minhas mãos.

  5. 'Ás de espadas', abordagem de música do grupo Motörhead, é amostra do álbum previsto para 2020. Zé Ramalho e Robertinho de Recife lançam em 2020 um disco gravado com a banda Metalmania Reprodução / Facebook Zé Ramalho Zé Ramalho sempre flertou com o universo do rock sem sair da nação nordestina. Ás da guitarra, Robertinho de Recife também é do rock, tendo até uma banda, Metalmania, para dar vazão à paixão pela forma mais pesada do gênero. Juntos, Zé Ramalho e Robertinho de Recife gravaram há alguns meses um álbum de rock com a banda Metalmania, previsto para ser lançado em 2020 pelo selo carioca Discobertas, do pesquisador musical Marcelo Fróes. No disco, Ramalho e Robertinho vertem para o português músicas dos repertórios de cantores e bandas de heavy metal em gravações com eventuais toques de brasilidade. Uma amostra do álbum é a música Ás de espadas, cuja gravação foi disponibilizada em single na quinta-feira, 12 de dezembro. Trata-se de versão em português de Ace of spades, composição de Eddie Clarke (1950 – 2028), Lemmy Kilmister (1945 – 2015) e Phil Taylor (1954 – 2015) lançada em 1980 pelo Motörhead como música-título do quarto álbum de estúdio da banda britânica de metal. O toque percussivo do triângulo na gravação, produzida por Robertinho de Recife, dá tom forrozeiro ao registro de Ás de espadas, cuja versão em português foi escrita por Robertinho e aprovada por Zé. Em abril, os artistas já tinham feito proeza semelhante ao lançar o single Sr. Ozzy, versão em português de Mr. Crowley (Ozzy Osbourne, Randy Rhoads e Bob Daisley, 1980), música do primeiro álbum solo de Ozzy Osbourne, cantor britânico projetado como vocalista do grupo inglês Black Sabbath.