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  1. Atriz francesa receberá prêmio honorário por sua carreira. Festival de Cinema teve início nesta sexta-feira (17), na Espanha. Longa 'Madalena', do diretor mato-grossense Madiano Marcheti, está entre filmes que serão apresentados. A atriz francesa Marion Cotillard é homenageada no Festiva de Cinema de San Sebastian, na Espanha REUTERS/Vincent West O festival de cinema de San Sebastian começou nesta sexta-feira (17) com a exibição do filme "Um segundo", do famoso diretor chinês Zhang Yimou, em um dia protagonizado pela atriz francesa Marion Cotillard, que receberá um prêmio honorário por sua carreira. Ainda com restrições pela pandemia, como capacidade reduzida nas salas, máscara obrigatória e o cancelamento de todos os tapetes vermelhos, o festival na cidade do norte da Espanha inicia, porém, com uma agenda com mais estreias e estrelas do que na edição do ano passado, muito reduzida pela Covid-19. Serão exibidos mais de 170 filmes até 25 de setembro, quando ocorrerá a gala de premiação. A abertura desta 69ª edição esteve a cargo de Zhang Yimou, cujo longa-metragem "Um segundo", muito aplaudido na sala, marcou o início da competição pela Concha de Ouro de melhor filme, o prêmio máximo. Além de contar com estreias dos franceses Claire Simon e Laurent Cantet, e do britânico Terence Davies, a seção principal tem um forte contingente espanhol, no qual se destacam "Maixabel", de Iciar Bollain; "O bom patrão", de Fernando León de Aranoa, e "A avó" de Paco Plaza. A atriz francesa Marion Cotillard durante evento de abertura do 69º Festival de Cinema de San Sebastian REUTERS/Vincent West Cotillard e o polêmico Johnny Depp Neste dia inaugural, todos os holofotes se voltaram para Marion Cotillard, que recebeu o honorário Prêmio Donostia. Em coletiva de imprensa, Cotillard falou da pressão que sente ao trabalhar. "É algo que sempre fez parte da minha vida. Sempre que começo um filme, não sei se estarei à altura", explicou a atriz francesa de 45 anos. Ganhadora do Oscar por sua interpretação de Édith Piaf em "Piaf - Um Hino ao Amor", Cotillard brilhou nas telas com papéis muito diversos em filmes dirigidos por nomes como Woody Allen, Christopher Nolan, Steven Soderbergh e Michael Mann. O outro Prêmio Donostia do festival será entregue na quarta-feira (22) a Johnny Depp, o que gerou polêmica e críticas de organizações de mulheres da indústria do cinema pelas acusações de violência doméstica contra o ator americano por parte de sua ex-esposa Amber Heard. Penélope Cruz Nesta sexta-feira, o público de Donastia se reencontrou com uma de suas atrizes mais queridas, Penélope Cruz, que apresentou "Competição Oficial", uma comédia dos argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat. "A comédia é um gênero que sempre me fascinou, embora eu tenha feito mais drama do que comédia", afirmou a atriz, que há poucos dias ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Veneza pelo seu papel em "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar. A seção Horizontes, categoria estritamente latino-americana deste festival e considerada um trampolim desse continente para a Europa, foi inaugurada com a exibição de "Jesus López", uma história do diretor argentino Maximiliano Schonfeld. O filme concorre com outros nove longa-metragens de países como Brasil, Colômbia, Costa Rica, México e Uruguai. Pelo Brasil, a produção "Madalena" do diretor mato-grossense Madiano Marcheti conta o mistério da morte de uma mulher trans. Penélope Cruz chega ao Festival de Cinema San Sebastian REUTERS/Vincent West

  2. ♪ Ainda no embalo da visibilidade obtida com a participação na primeira temporada do programa The Voice + (TV Globo, 2021), Leila Maria grava o sexto álbum de discografia iniciada em 1982 com a edição de obscuro single. Aos 65 anos, de contrato assinado com a gravadora Biscoito Fino, a cantora carioca prepara disco formatado no estúdio da companhia fonográfica, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A produção musical está sendo orquestrada por Guilherme Kastrup, sob a direção de Ana Basbaum. A pianista e cantora Maíra Freitas participa de uma das faixas do disco, previsto para ser lançado em 2022. Trata-se do primeiro álbum de Leila Maria desde o autoral Tempo (2018), editado há três anos com distribuição da mesma Biscoito Fino que, em 2015, pôs no mercado Holiday in Rio – Leila Maria canta Billie, álbum gravado em 2012 com repertório associado à cantora norte-americana de jazz Billie Holiday (1915 – 1959). Guilherme Kastrup, Maíra Freitas (de máscara azul), Leila Maria e Ana Basbaum (á direita) no estúdio da gravadora Biscoito Fino Acervo pessoal / Divulgação

  3. Seriado diz que uma das maiores jogadoras do mundo nunca tinha enfrentado homens. Ela considerou fala degradante e falsa, e pede indenização de US$ 5 milhões (R$ 26 milhões). Nona Gaprindashvili Divulgação / Federação de Xadrez da Geórgia Nona Gaprindashvili, uma das maiores jogadoras de xadrez do mundo, entrou com uma ação contra a Netflix por causa de uma cena do seriado "O Gambito da Rainha" que diz que ela era "campeã mundial e nunca enfrentou homens". Na verdade, Nona enfrentou e venceu diversos homens na carreira. Ela alega que a fala "mentirosa e degradante" sobre sua carreira foi exibida para milhões de pessoas, e pede uma indenização de US$ 5 milhões (R$ 26 milhões). Em uma das cenas finais do seriado, a personagem fictícia Beth Harmon vai jogar na Rússia, e um narrador cita Nora Gaprindashvili: "A única coisa incomum sobre ela realmente é seu gênero. E mesmo isso não é único na Rússia. Aí está Nona Gaprindashvili, mas ela é a campeã mundial feminina e nunca enfrentou homens.” A enxadrista da Geórgia, de 80 anos, diz que a história falsa sobre ela foi usada para enaltecer a personagem e que o seriado tentou criar uma figura fictícia que abriu caminho para outras mulheres "quando em realidade eu já tinha aberto o caminho e inspirado muitas gerações". "Esta é a ironia", ela diz. O processo foi aberto em um tribunal de Los Angeles, nos EUA. A Netflix ainda não se pronunciou na ação, mas disse ao jornal "The New York Times" que tem muito respeito por Nora Gaprindashvili, mas considera que a ação não tem mérito. 'Gambito da Rainha': Assista ao trailer da série

  4. População do país asiático gosta muito de animais de estimação. Os dois terriers brancos ganham em média US$ 500 por ações pagas em sua rede social. Fotos de Sasha e Piper são publicadas regularmente em "Lomodoggies", sua conta do Instagram Reprodução/Instagram Dois terriers brancos com lenços e boina escocesa posam radiantes para sua dona, que tira uma foto em troca de uma guloseima. Com dezenas de milhares de seguidores no Instagram, esses cachorros são tendência nesta rede social em Singapura. É uma moda que já estava em voga neste país do sudeste asiático, que gosta muito de animais de estimação. O múltiplos confinamentos pelo coronavírus e o crescimento do comércio on-line acentuaram essa paixão. Com um chapéu de verão e lenços coloridos, no parque, na cesta de uma bicicleta ou em casa junto a uma garrafa de vinho, as fotos de Sasha e Piper são publicadas regularmente em "Lomodoggies", sua conta do Instagram. Os animais já renderam vários milhares de dólares à sua dona, graças ao uso de produtos que vão desde aspiradores de pó a sapatos. Os cachorros têm, inclusive, uma agência de representação. A empresa também presta serviços ao gato Brossy Meowington, com mais de 50.000 seguidores, e a um Spitz japonês com muitos pelos chamado Luna. Gato Brossy Meowington tem mais de 50.000 seguidores Reprodução/Instagram A dona de todos eles, Carrie Er, começou há alguns anos a publicar fotos de Sasha com vestidos diferentes, enquanto brincava ou quando saía para passear. "Queríamos fazer um blog capturando momentos preciosos com seu focinho lindo e o que costuma fazer", explica a diretora de comunicação e publicidade. As imagens tiveram um sucesso tão grande que algumas marcas começaram a perguntar se Sasha poderia promover seus produtos. Piper, um ex-cão de concursos, chegou depois para completar a dupla. "É divertido, para os cachorros e para mim", disse Er, enquanto tira mais fotos de suas duas estrelas caninas com seu celular. US$ 500 por trabalho Os dois cães têm 24.000 seguidores no Instagram e ganham em média 500 dólares da Singapura (370 euros, 315 euros) por cada promoção. Cachê dos terriers brancos é de cerca de US$ 500 por ação Reprodução/Instagram Sua dona é seletiva na hora de escolher suas colaborações. Não quer promover marcas para cachorros que não atendam aos padrões mínimos, já que eles se alimentam de patê feito em casa. Os animais 'influencers' são cada vez mais procurados pelas marcas, que querem reforçar sua visibilidade online desde que a pandemia começou, explica Jane Peh, cofundadora da The Woof Agency, a agência que representa os terriers. "Acho que os animais 'influencers' têm uma vantagem, porque nós adoramos os animais", disse a empresária, que tem cerca de 6.000 perfis de animais agenciados. "São tão bonitos, ninguém consegue odiá-los", afirma. Dicas de segurança na web:

  5. Administrar seu próprio canal popular no YouTube pode ser lucrativo, mas tem suas desvantagens. Administrar seu próprio canal popular no YouTube pode ser lucrativo, mas tem suas desvantagens JOY WONG via BBC O que pode acontecer por trás da vida aparentemente idílica de um "influenciador" de sucesso? A maquiadora americana Michelle Phan tem a resposta. Ela conta que teve que parar de fazer seus populares vídeos de maquiagem e beleza no YouTube porque estava "exausta". Mas não era só isso. "Tornou-se cada vez mais difícil para mim fingir que era feliz", diz ela. "E (como resultado) me tornei uma pessoa tóxica, tanto nos meus relacionamentos quanto nas minhas amizades. Tinha chegado ao meu limite." Phan, de 34 anos, faz alusão aos anos de 2017 a 2019, quando decidiu dar uma pausa na postagem de seus vídeos tutoriais. Ela alega que precisava se liberar da pressão constante de caçar mais e mais visualizações e curtidas produzindo conteúdo novo. Hoje seu canal homônimo no YouTube tem 8,84 milhões de assinantes em todo o mundo, e Phan, baseada em Los Angeles, orienta e apoia outras pessoas que estão fazendo vídeos para as redes sociais. Ela diz que muitos se sentem estressados com a falta de ideias e compelidos a produzir conteúdos novos várias vezes por dia. Mas quem são exatamente os chamados "influencers"? Não existe uma definição rígida, mas em essência é alguém que tem seguidores suficientes nas redes sociais, mais especificamente no YouTube, Instagram ou TikTok, e que pode fazer dinheiro com isso. A receita vem de duas fontes principais — uma parcela da receita de publicidade gerada por seu próprio conteúdo e contratos com empresas para promover suas marcas. Em relação ao primeiro, no YouTube, qualquer um pode se inscrever para começar a receber uma parte das receitas dos anúncios veiculados em seus vídeos, desde que tenha mais de mil assinantes e 4 mil horas assistidas. A plataforma de vídeo não divulga quanto paga, mas, segundo fontes do mercado, o valor varia entre US$ 3 a US$ 5 (R$ 16 a R$ 26) por cada mil visualizações. E, quando se trata de acordos com marcas, o que importa, mesmo, além do conteúdo, é o número de seguidores, claro. No Instagram, se você tiver mais de 1 milhão de seguidores, é possível ganhar mais de US$ 10 mil (R$ 52 mil) por apenas uma postagem promovendo determinado produto. A BBC conversou com Phan e quatro outros influenciadores sobre suas experiências. Embora a possibilidade de ganhar muito dinheiro seja alta, Phan diz que os criadores de conteúdo "precisam determinar seus próprios limites e cuidar de si mesmos", em vez de postar o tempo todo. Essa preocupação é repetida pela analista de mídia Rebecca McGrath, da empresa de pesquisas Mintel. Segundo ela, alguns influenciadores, no afã de ganhar dinheiro fácil e rápido, postam "mesmo que não tenham nada de novo para criar ou dizer". Phan também adverte que é preciso ter estômago de ferro para lidar com os trolls online "escrevendo coisas horríveis sobre seus vídeos". "Você também está exposto a comentários odiosos, para os quais acho que as pessoas não estão preparadas", diz. Esse foi o ponto levantado em julho pela influenciadora britânica Em Sheldon, quando falou para parlamentares na Câmara dos Comuns (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil). Um comitê de parlamentares continua investigando o crescimento da cultura de influenciadores. Nesse contexto, o TikTok é a 'bola da vez' entre os grandes sites de mídia social — estando disponível apenas fora da China desde 2018. Com mais de 1 bilhão de usuários ao redor do mundo, a plataforma é sinônimo de sucesso entre gerações mais jovens: passa-se mais tempo ali do que no YouTube, por exemplo. Os irmãos Colin e Dylan McFarland, e seu pai Dan, produzem esquetes cômicos e danças para o aplicativo de vídeo desde 2019. Conhecido como The McFarlands, o trio de Louisville, no Estado americano do Kentucky, agora tem 2,6 milhões de seguidores no TikTok. "Os influenciadores são uma nova onda de pessoas em quem você pode confiar na Internet", diz Colin, de 27 anos. "Se você está vendendo um produto ou dando conselhos, as pessoas vão confiar nas pessoas que veem em seus telefones todos os dias." Dylan, de 25 anos, acrescenta que seu humor fez com que marcas como Colgate e Gillette "quisessem trabalhar conosco, e ver o que poderíamos fazer, porque estamos genuinamente agindo como somos com nossa família". Nos últimos dois anos, o dinheiro que ganharam permitiu que os dois irmãos abandonassem seus empregos diários, comprassem casas e até investissem em outras propriedades. "Acredito sinceramente que qualquer um pode fazer isso", diz Colin, que começou editando os vídeos em seu iPhone. "Basta encontrar o seu nicho e mantê-lo." Morador de Toronto, o youtuber Kevin Parry leva uma boa vida fazendo vídeos de animação stop-motion para seus 936 mil assinantes e outros espectadores. Em seu primeiro ano, ele alega ter faturado mais de 100 mil dólares canadenses (R$ 412 mil). Parry, de 32 anos, que já trabalhou com Disney, Apple, Amazon e Lego, diz que 90% de sua receita vêm de contratos publicitários. Os 10% restantes vêm da publicidade do seu próprio canal e de uma agência que reivindica receitas de pessoas roubando e monetizando seu conteúdo. Ele adverte os possíveis influenciadores a não compartilhar muito de sua vida pessoal. "Se as pessoas não gostam de um vídeo que fiz, pelo menos isso é apenas um trabalho criativo, e posso tentar melhorar nessa habilidade, em vez de compartilhar minha vida e as pessoas não gostarem", diz ele. "Como você compensa e conserta isso? Não dá." Parry aconselha os criadores a aprimorarem um conjunto de habilidades específicas, como produção de filmes ou carpintaria, e compartilhar essa paixão, em vez de falar sobre sua vida cotidiana. A autora Shan Boodram tem falado sobre sexo e questões de relacionamento em seu canal do YouTube, Shan Boody, desde 2012. Ela tem 664 mil assinantes e seus vídeos foram assistidos mais de 71 milhões de vezes. Boody diz que os novos youtubers devem reconhecer se estão em uma situação ruim, e não criar conteúdo, se for o caso. E em relação ao que postar, ela tem uma regra de ouro: "Pense na última pessoa que você gostaria de ver primeiro esse conteúdo. Apesar das desvantagens de ser um influenciador — a necessidade de sempre postar mais vídeos ou comentários, sem falar no provável abuso online — muitas pessoas gostariam de ser um. Pode ser uma maneira divertida e lucrativa de ganhar a vida. Ainda assim, o psicólogo Stuart Duff, da consultoria de psicologia empresarial Pearn Kandola, adverte que você precisa de uma certa personalidade para esperar ter sucesso nisso. "É claro que há uma grande diversidade de influenciadores de sucesso, em termos de estilo e personalidade, mas para ser realmente bem sucedido, o influenciador usará uma grande dose de psicologia para influenciar seus seguidores", diz ele. "Eles precisam ser altamente relacionáveis, contar ótimas histórias, ter uma marca forte e única e se manter fiéis à mensagem. Também não pode faltar paixão pelo que querem dizer e parecem sempre saber o que seu público quer ouvir." Phan começou a postar vídeos no YouTube em 2007 e, em grande parte graças ao seu sucesso, ela agora possui e dirige sua própria empresa multimilionária, a EM Cosmetics. "Se você é um bom contador de histórias, você pode ter uma legião de seguidores e mudar sua vida", diz ela.