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  1. Peter Fonda em 'Easy rider' Divulgação Dois filmes, duas viagens, dois retratos de uma América cujas complexidades mudam, de tempos em tempos, mas nunca terminam. O primeiro filme, de 1940, intitula-se “As vinhas da ira” e baseia-se no premiado romance homônimo de John Steinbeck, publicado em 1939, pouco antes de John Ford começar a rodá-lo. O segundo, de 1959, é “Sem destino” (no original, “Easy rider”) e tem roteiro original que assinala a chegada ao cinema de uma contracultura envolvente e transformadora. A viagem de “As vinhas da ira” é de uma família de trabalhadores da terra que, durante a grande depressão dos anos 30, mão de obra substituída pela modernidade dos tratores, parte de caminhão de Oklahoma para a Califórnia, em busca de casa, comida, trabalho e autoestima. A de “Sem destino” é de dois jovens contrabandistas de droga que saem de motocicletas de Los Angeles para Nova Orleans, tendo como meta chegar em tempo aos festejos do Mardi Gras. A memória desse filme, e a remissão ao de John Ford, nos chegam com a notícia da morte, dias atrás, de Peter Fonda (1940-2019), aqui homenageado. Foi ele o produtor, corroteirista – com Dennis Hopper (1936-2010) e Terry Southern (1924-1995) – e um dos três principais atores de “Sem destino”. Os outros dois são Jack Nicholson (nascido em 1937) e o mesmo Hopper, estreando então como diretor. Os dois motoqueiros, Fonda e Hopper, encontram em seu caminho um advogado alcoólatra, Nicholson, que não só se junta a eles como também vai atuar como consciência da contracultura que os dois viajantes representavam sem o saber. Agem todos como autênticos hippies, iguais aos que, menos de dois meses depois, estarão ao vivo em Woodstock. Os três fumam maconha e experimentam o ácido (segundo se soube depois, de verdade, mesmo, durante as filmagens, só a maconha). Muito no clima, a trilha sonora, selecionada por Hopper e o músico Roger McGuinn, autor de “Ballad of Easy Ryder”, é uma coletânea de bons rocks da época. “Sem destino” fez sucesso, como também fizeram, por outros motivos, “As vinhas da ira”, o livro e o filme. São duas obras que retratam dois momentos da vida americana, diferentes um do outro, mas cada qual importante em seu tempo. Dois fatos os aproximam a ponto de dividirem este espaço. Um, serem ambos sobre viagens –– e viagens malsucedidas. A família que segue de caminhão não encontrará na Califórnia o fim de seu drama. E a aventura dos motoqueiros acabará em tragédia. O outro fato é o ator principal de “As vinhas da ira” ser Henry Fonda (1905-1982), pai de Peter. Seja pelo romance de Steinbeck, seja pelo filme de Ford, Tom Joad ficou sendo um dos personagens mais eloquentes da ficção americana. Por sua vontade, sua esperança, sua falta de sorte, seu papel de vítima numa sociedade injusta. É por vê-lo de todas essas maneiras que, por exemplo, artistas do mundo pop o têm saudado com música. É de Woody Guthrie “The ballad of Tom Joad”. E de Bruce Springsteen, “The ghost of Tom Joad”. Vozes a chorar iniquidades de sua História. Tom Joad ganhou em Henry Fonda a vida que o cinema lhe devia. Grande ator em grande papel. Peter, que não era tão bom (nem sequer se aproximava do talento da irmã Jane), também se saiu bem como o motoqueiro hippie, o que já era na vida real. O que não impede de encerrarmos não com ele, Peter Fonda, o homenageado da vez, mas com o pai. Henry Fonda era ator da estatura dos personagens que representava, quando não maior. Há provas. Está preservada em DVD sua performance em “Clarence Darrow”, peça para um ator de David W. Rintels, dirigida em 1974 por John Houseman. Fonda está tão perfeito como o célebre advogado americano, liberal, idealista, corajoso, defensor de causas perdidas, que recebeu de crítico do “New York Times” o seguinte comentário: “Pode ser que Darrow não fosse exatamente como o Henry Fonda da peça. Mas, se não foi, deveria ter sido.”

  2. Herói pode ficar de fora do Universo Cinematográfico da Marvel se impasse sobre a porcentagem na arrecadação dos futuros filmes não for resolvido, dizem sites. Entenda o caso. Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Longe de casa' Divulgação "Homem-Aranha" pode deixar de ser produzido pela Marvel, se ela não chegar a um acordo com a Sony. A informação foi publicada nesta terça-feira (20) por vários sites americanos. Mas há divergências nas apurações: Segundo o Deadline, não houve acordo e o herói já está fora do Universo Cinematográfico Marvel; Já a revista "Variety" diz que ainda há negociação entre os estúdios: Marvel, parte do conglomerado da Disney, e Sony. Nenhum representante dos estúdios se manifestou sobre o assunto até a publicação desta reportagem. De acordo com os sites, a negociação já vinha acontecendo há alguns meses e está relacionada ao sucesso dos filmes de Kevin Feige, presidente da Marvel Studios. Qual é o impasse? No atual formato, a Disney recebe 5% do valor arrecadado no dia de estreia do filme e o valor de merchandising. O resto vai para a Sony; A Disney exigiu, no entanto, a revisão para que a divisão fosse de 50% entre os estúdios, com Feige no comando das futuras produções. É neste ponto que os estúdios estão discordando, segundo a "Variety". Se o acordo não for feito, Feige não produzirá novos filmes do Homem-Aranha dentro do Universo Marvel. O acordo entre Disney, Marvel e Sony para compartilhar os direitos dos filmes do herói aconteceu em 2015. Foi depois disso que Tom Holland virou o novo "Homem Aranha" e o personagem passou a fazer parte do time da Marvel. Nesta configuração, a Sony ficava responsável pela distribuição dos filmes em que o personagem era o principal, enquanto a Disney cuidava dos outros títulos. Por que Homem-Aranha vale tanto? Feige é responsável pelos maiores sucessos de bilheteria dos últimos anos e bateu dois recordes expressivos. Ter Homem-Aranha em suas mãos seria importante para continuar com bons resultados. "Vingadores: Ultimato" ultrapassou "Avatar" e se tornou a maior bilheteria de todos os tempos; "Homem-Aranha: Longe de casa" superou "James Bond Skyfall" e se tornou o maior sucesso de bilheteria da Sony, ao arrecadar mais de US$ 1,1 bilhão; O time de heróis da Marvel está se renovando e a perda de um herói tão popular pode ser arriscada para a fase quatro da saga; Fontes do Deadline dizem que Feige "ama" o super-herói e que continuaria com ele, se os estúdios se entendessem. Na Comic-Con San Diego deste ano, o painel de uma hora e meia da Marvel foi o grande destaque com o anúncio dos primeiros títulos da fase 4 do do Universo Marvel. Angelina Jolie como a "Viúva Negra", Natalia Portman como "Deusa do Trovão" e Mahershala Ali como o novo "Blade" são apostas do estúdio nos próximos dois anos.

  3. Anúncio do novo título foi feito nesta terça-feira. Filme estreia em abril. Elenco do novo filme de James Bond reunido na Jamaica Reprodução/Instagram "007: No time to die" ("007: Sem tempo para morrer", em tradução livre), será o título do próximo filme de James Bond, a 25ª parte da saga. O anúncio do novo título foi feito pelos produtores nesta terça-feira. A estreia será nos dias 3 de abril no Reino Unido e 8 do mesmo mês nos EUA. No fim de abril passado, o diretor do filme, o americano Cary Fukunaga, havia anunciado em um evento transmitido da Jamaica o elenco da nova aventura do lendário espião britânico e alguns detalhes da trama. Rami Malek, premiado este ano com o Oscar por sua interpretação do cantor Freddie Mercury em "Bohemian Rhapsody", interpretará o vilão do filme. Rami Malek concorre ao Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por 'Bohemian Rhapsody' Jordan Strauss/Invision/AP Ana de Armas, que em 2017 brilhou em "Blade Runner 2049" e no fim deste ano deve aparecer junto a Craig no thriller "Knives Out", será uma nova Bond girl. A filmagem começou há meses, mas sofreu vários contratempos, como uma explosão no estúdio britânico de Pinewood em junho e uma pequena cirurgia de Craig no tornozelo. A estreia do filme estava prevista para o fim de 2019, mas o projeto foi atrasado quando o veterano Danny Boyle - diretor de "Trainspotting - Sem limites" e "Quem quer ser um milionário?" - anunciou que sua saída por "diferenças criativas" com os produtores. Em setembro, os produtores anunciaram a contratação de Fukunaga, conhecido por ter escrito e dirigido a primeira temporada da série "True Detective", pela qual ganhou um Emmy em 2014.

  4. Lana Wachowski vai escrever, produzir e dirigir quarto filme da franquia. O ator Keanu Reeves, de 'Matrix', visita SP para discutir gravação de série Erik Teixeira/Raw Image/Estadão Conteúdo O filme "Matrix 4" foi confirmado nesta terça (20) com Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss nos papéis de Neo e Trinity. Lana Wachowski, criadora da história com a irmã Lily Wachowski, está escalada para escrever, produzir e dirigir o filme. "Não poderíamos estar mais animados com a volta de 'Matrix' com Lana", disse Toby Emmerich, diretor do grupo Warner Bros. Pictures, à revista "Variety". "Lana é uma verdadeira visionária - uma diretora criativa e original - e estamos muito animados de dizer que ela está escrevendo, dirigindo e produzindo este novo capítulo do universo de 'Matrix'", afirmou Emmerich. Carrie-Anne Moss e Keanu Reeves estarão juntos novamente em 'Matrix 4'. Na foto, dupla atua no filme de 1999 da franquia Divulgação

  5. Atriz repete parceria de 'Aquarius' com Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ela participou de evento nesta terça-feira (20). Sônia Braga está no elenco de 'Bacurau', que chega aos cinemas no dia 29 de agosto Edison Vara/Agência Pressphoto Com "Bacurau", filme sobre um pequeno povoado em Pernambuco ameaçado por caçadores misteriosos, Sônia Braga espera abrir um canal de diálogo no Brasil. A produção, vencedora do prêmio do júri no Festival de Cannes 2019, estreia no dia 29 de agosto. "Quando chegamos com 'Aquarius' depois de Cannes [festival], o Brasil estava completamente dividido", conta a atriz, em evento com a imprensa em São Paulo nesta terça-feira (20). Assista ao trailer do filme Bacurau "Bacurau vem para abrir uma discussão. Para que a gente volte a conversar. Para que a gente encontre um caminho. Rápido. Porque se não encontrar o mundo acaba em dez anos." O filme é a segunda colaboração dela com os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que atuou como diretor de arte de "Aquarius" (2016). Além da parceria com os cineastas, a atriz manteve uma relação próxima com os habitantes do povoado de Barras, no Rio Grande do Norte, onde o filme foi gravado. "Eu não queria só estar lá. Não queria fazer só um filme. Eu queria me entender também. Compreendi muito fazendo Domingas. E entender também, fazendo esse trabalho, esse Brasil." Cena de 'Bacurau' Divulgação Conflito e reflexões Para Mendonça, mesmo um filme que retrata um pequeno vilarejo cercado por forças invasoras desconhecidas não precisa necessariamente passar uma moral. "Nunca escrevi nada com a intenção de passar uma mensagem", conta o diretor. "Quando eu escrevo um filme eu não penso em passar uma mensagem. Meus filmes têm conflitos que se anulam." Como exemplo ele dá as armas da história, que servem para ameaçar, mas também para defender. "Por mim estariam todas no museu, como acontece no filme", diz o diretor. "Bacurau é cheio de reflexões sobre a vida do mundo, do Brasil, do nordeste. Da visão do Brasil no mundo e do nordeste no Brasil." Diretores e elenco de 'Bacarau' estiveram na coletiva de imprensa do filme nesta terça (20), em São Paulo Cesar Soto/G1